Chapeuzim Vermelho e
o Lobo Marrom Espetáculo estréia dia 15 de março, domingo, às 15h30, no SESC Vila Mariana. Em 2009, a Cia. Articularte completa 10 anos. E fazendo parte de suas comemorações, estréia Chapeuzim Vermelho e o Lobo Marrom, uma aventura de suspense irreverente. Fundamentada na arte de manipulação de bonecos, a Cia. Articularte tem em seu repertório espetáculos inspirados em personalidades expressivas da nossa cultura como Cândido Portinari (Portinari Pé de Mulato), Tarsila do Amaral (A Cuca Fofa de Tarsila), Heitor Villa-Lobos (O Trenzinho Villa-Lobos), Luis da Câmara Cascudo (O Valente Filho da Burra), entre outros. Chapeuzim Vermelho e o Lobo Marrom O espetáculo é uma releitura do famoso clássico infantil num espetáculo de bonecos que apresenta alguns personagens, como o Lobo Mau, de maneira irreverente e divertida. O conto universal, recontado por Charles Perrault e Irmãos Grimm é encenado dentro de uma empanada elaborada com tecido de chita. Chapeuzim é uma boneca esperta que irá enfrentar o falastrão Lobo Mau, com ingenuidade e muita coragem. A boneca Chapeuzim também é ajudada pela sua amiga Borboleta e acaba escapando das diversas armadilhas e engenhocas preparadas pelo Lobo (mau) Marrom. A encenação é aventureira, com suspense bem-humorado, apresentando um Lobo Mau canastrão e um tanto quanto atrapalhado. Os bonecos são manipulados por Surley Valério e Dario Uzam, que estão à frente da Cia. Articularte há 10 anos. Técnicas: Luvas; Marote (Bocão); Varas e Sombras. Direção e adaptação: Dario Uzam. Esculturas das cabeças dos bonecos, adereços e figurinos de Surley Valério. Cenografia de Telumi Hellen, que elaborou uma empanada totalmente costurada com tecido de chita. Chapeuzim Vermelho, o Lobo Marrom e a Cia. Articularte A Cia. Articularte Teatro de Bonecos faz a sua versão irreverente de um dos maiores clássicos infantis já contados pelo homem. Sua origem é verbal e sua trama pertence cada vez mais às crianças. O conto está mais atual do que nunca e faz parte do crescimento e construção do universo infantil. Trata-se de um texto sempre montado em todo o mundo, porque o público infantil precisa de suas relações para refazer elaborações do seu mundo, ou para ganhar experiência, para entrar em contato com o estranho, com o perigo, justamente para poder enfrentá-lo e suplantá-lo mais tarde. Na versão da Cia. Articularte que utiliza técnicas de Luvas, Varas, Sombras e Marote (Bocão), existe uma borboleta companheira de trajetória de Chapeuzim, como se fosse uma pequena guardiã. O caçador é um pouco pacífico e bonachão. A mãe de Chapeuzim é atarefada e atenciosa. Sua avó é uma personagem distraída e divertida, que adora cantigas. E o Lobo Marrom é uma espécie extinta de falastrão e grande canastrão florestal. Esses são os ingredientes da Cia. Articularte para uma boa confusão. O Diretor e dramaturgo Dario Uzam diz que "a participação das crianças deverá ser intensa. A gente vai tocando a peça até a entrada do lobo. Depois disso, o espetáculo deverá pegar fogo, com a participação das crianças. É uma peça que dialoga muito bem com as emoções do público infantil". As releituras do conto de Capuchinho/Chapeuzinho Vermelho Fonte inesgotável de questionamentos literários, o conto Chapeuzinho Vermelho, vai da psicanálise, da paródia e da paráfrase, ao mundo das histórias em quadrinhos (HQs). Antes de Charles Perrault, a mitologia grega possuía seu modo particular de transmití-la, e depois sofreu alterações por Hans Christian Andersen e Irmãos Grimm. Novas versões invadiram o século XX e XXI: a irreverência e o deboche em Dalton Trevisan, os desenhos de Maurício de Sousa atraindo o público mais infantil, Neil Gaiman impressionando seus leitores ao expôr uma Chapeuzinho inclinada para o mal, e Deu a louca na Chapeuzinho, filme de 2005 com paródia dos personagens. Guimarães Rosa, em Fita Verde no Cabelo, traz uma leitura para adolescentes. Ela vai desde o fluxo das fantasias de uma jovem até o momento em que se defronta com a morte de sua avó, sendo desta forma, obrigada a enfrentar seus medos, angústias e solidão. Chico Buarque faz uma paródia, Chapeuzinho Amarelo, para o público pré-adolescente. Em 2005, Ivone Gomes de Assis publicou Bonezinho Vermelho e a internet no século XXI, uma releitura parodiada, que traz as tendências da mídia virtual. Nesta obra ilustrada, a vovozinha é uma hacker, que se disfarça até nas preferências do cotidiano, afirmando não gostar de nada que é tecnologia. A figura "feia" da vovó tenta quebrar o mito que muitos carregam ao pensar que a voz e a escrita, suave e gostosa, dos participantes de chats, sempre pertencem a pessoas bonitas e cheias de boa intenção. É uma obra bilíngüe, para crianças e adultos. Hilda Hilst, também contribui no estudo deste conto, com a divertida paródia A Chapéu, publicada na obra Bufólicas. A autora recria uma Chapeuzinho cafetina do Lobo. (Fonte: Wikipédia). Texto
e Direção: Dario Uzam Cenografia: Chapeuzim Vermelho e o Lobo
Marrom |