| Dossiê
Pintando com Tarsila
De 8 a 15 de janeiro, a criançada
pôde conferir no auditório do Sesc Vila Mariana o espetáculo A Cuca
Fofa de Tarsila, encenado pela Cia. Articularte, com texto e direção
de Dario Uzam. A peça colocou em cena personagens vivos da obra plástica
da grande pintora Tarsila do Amaral. Após as apresentações era realizada
uma oficina de desenho e pintura para todas as crianças presentes,
que tinham a oportunidade de mostrar sua própria versão artística
de tudo que assistiram.
Fernanda em Cena
Traduzir a história da atriz
Fernanda Montenegro em uma exposição não é tarefa fácil. São 50 anos de
carreira e 70 de vida que a transformaram num ícone da dramaturgia
brasileira. Dobrando as dificuldades de revelar sua brilhante trajetória,
a atriz, junto com o cenógrafo J. C. Serroni, produziu uma grande
exposição retrospectiva dos seus 50 anos: Fernanda EnCena, que está em
cartaz no Sesc Pompéia até 13 de fevereiro no Hall do Teatro. Comemorar 50
anos de carreira no Sesc, segundo Fernanda, "é um privilégio por se tratar
de uma instituição que sempre nos apoiou muito bem e tem uma vivência
cultural comprovadamente de alta qualidade e responsabilidade". A
proposta da exposição é trazer aos olhos do público a trajetória da
produção artística brasileira, a reflexão dos 50 anos de teatro, mesclada
ao itinerário de Fernanda através de fotografias, cartas, bilhetes,
textos, esboços de figurinos, depoimentos, iluminação e trilhas sonoras
dos espetáculos em que atuou. Estão expostos ainda documentos pessoais
dispostos em 18 módulos que mostram desde as suas primeiras participações
em programas da rádio MEC até a indicação ao Oscar por Central do Brasil,
passando por dezenas de peças, nove filmes e atuações em novelas e
minisséries. A atriz esteve presente na abertura da exposição no dia 12
de janeiro. No dia seguinte, ela ministrou a palestra "Conversando com
Fernanda", quando o público presente pôde conferir de perto o trabalho da
grande dama nacional das artes cênicas.
A senhora já
encenou no Sesc?
No Pompéia, encenei The Flash And Crash
Day; no Sesc Anchieta, já fiz três peças: A Mulher de Todos Nós,
Seria Cômico... Se Não Fosse Sério, de Friedrich Duerrenmatt e Dias
Felizes, de Beckett.
A senhora conhece o trabalho do
Centro de Pesquisa Teatral?
Conheço muito. Acho que é um
trabalho único no Brasil e infelizmente só acontece em São Paulo. O
ideal seria que houvesse um CPT em cada cidade importante do
país.
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Pérolas de Cartola
A série Lançamentos, do Sesc
Ipiranga, apresentou nos dias 7 e 8 de janeiro o show Só Cartola,
com músicas do grande compositor dos morros cariocas. Elton Medeiros
e Nelson Sarjento, dois de seus principais parceiros, junto com o
grupo carioca Galo Preto, trouxeram para São Paulo 25 pérolas que
estão registradas no CD homônimo, gravado ao vivo em 1998, no Rio
de Janeiro.
Do repertório apresentado, cinco músicas são obras inacabadas de Cartola,
que foram finalizadas postumamente por Nelson Sarjento e apresentadas
ao público brasileiro em primeira mão durante o show no Sesc, para
delírio dos fãs.
Acordo para Alfabetização
O Sesc e o Senac assinaram um acordo de parceria com o Ministério
da Educação para implementar o programa Alfabetizando Jovens e Adultos.
A cerimônia de assinatura ocorreu em 14 de janeiro, com as presenças
do Ministro Paulo Renato de Souza, do Sr. Abram Szajman, presidente
dos Conselhos Regionais do Sesc e Senac no estado de São Paulo e também
dos Srs. Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc e Décio
Zanirato Júnior, Diretor Regional substituto do Senac.
Em sua fase inicial, o programa atenderá 4.500 pessoas, em turmas
distribuídas pelo interior, capital e litoral. Ao final de dois anos
de atividades, os alunos receberão um certificado que permite a continuidade
dos estudos em qualquer estabelecimento educacional do país.
Com esse programa, o Sesc e o Senac reforçam o compromisso de responsabilidade
social do empresariado, mobilizando esforços para tirar da marginalidade
cerca de 19 milhões de brasileiros.
Somente no estado de São Paulo, a população analfabeta com mais de
15 anos ultrapassa o índice de dois milhões de pessoas, o que configura
uma r0ealidade extremamente severa se considerarmos que o analfabetismo
é a primeira barreira para o desenvolvimento social e profissional
do indivíduo, notadamente num contexto de alta competitividade e crescente
exigência por qualificações profissionais.
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