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Veja
críticas e matérias do espetáculo:
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INFANTIL______________________________________________________GUIA/CADERNO 2
CULTURA POPULAR
| A casinha do início da peça, quando nasce o menino que ficará órfão e terá de ser criado por uma burra: sabedoria popular |
SOMBRAS QUE FALAM
DIB CARNEIRO NETO Utilizando a técnica de teatro de
sombras, com manipulação e animação indireta,
feita de varas, a Cia. Articularte está mostrando na cidade, com
muito talento, uma adaptação livre do conto popular, recolhido
por Luís da Câmara Cascudo, O Valente Filho da Burra. |
Se a técnica de animação escolhida não chega
a ser usada com absoluta perfeição, muito disso se deve
justamente a toda essa movimentação de elementos e personagens
e a esse ritmo ágil que a história pede. Há uma certa
correria saudável para a narrativa, mas que prejudica o domínio
da técnica.
O Valente Filho da Burra. Direção de Dario Uzam. Cia. Articularte. 50 minutos. Teatro do Colégio Santa Cruz - Sala Espaço Múltiplo (120 lugares). Rua Orobó, 277, 3024-5191. Sábado e domingo, às 17h30. R$ 14. Até 07/11/04. |
O ESTADO DE SÃO
PAULO - 08/10/2004
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O
Valente Filho da Burra Inspirado livremente em conto de Câmara Cascudo, O Valente Filho da Burra é encenado pela Cia. Articularte, utilizando a técnica de teatro de sombras, com manipulação e animação indireta, feita de varas, com trilha sonora envolvente e criação mágica de luzes e sombras. |
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Sinopse O espetáculo infantil O Valente Filho da Burra tem direção de Dario Uzam, também responsável pelo texto – com produção e realização da Cia. Articularte – Teatro de Bonecos. A peça, concebida sob as incríveis técnicas do teatro de sombras, narra as aventuras e paixões do Filho da Burra, um menino agigantado que foi amamentado e criado por uma burra. Sempre empunhando uma grossa bengala de ferro, o jovem herói tem que enfrentar preconceitos, problemas de sobrevivência e falso companheirismo até ir parar nos fundos da terra, onde entra em contato com seres estranhos. O herói se apaixona, é traído pelos companheiros, luta bravamente contra monstros em couro de animais e pele de homens, mas consegue justiça e reconhecimento com suas próprias mãos e astúcia. A Técnica e a Luz O projeto de iluminação para O Valente Filho da Burra foi desenvolvido por Dario Uzam, com pesquisa e produção da Cia. Articularte, que optou por luzes refletoras frias, algumas movimentadas pelos próprios manipuladores/atores, opostas a luzes quentes fixas. Segundo o Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier A. Cheerbrant, “a sombra é, de um lado, o que se opõe à luz. É, de outro lado, a própria imagem das coisas fugidias, irreais e mutantes. A sombra é o aspecto yin oposto ao aspecto yang. O estudo das sombras parece ter sido uma das bases da geometria antiga, portanto, da orientação”. Entende-se que claro e escuro são magias imediatas. E assim, para contar um espetáculo heróico e de encantamento, optou-se por fazê-lo através do teatro de bonecos de sombras, para que o imaginário do público possa ficar mais livre. As pesquisas foram diversas, principalmente baseadas no Teatro de Sombras da Indonésia Wayang. O Teatro de Sombras significa uma técnica delicada e de difícil manipulação. Talvez por isso seja pouco encenado nos nossos meios teatrais.
A confecção dos Bonecos de Sombras articulados foi realizada por Valter Valverde, experiente bonequeiro que atua há alguns anos somente com Teatro de Sombras. Os desenhos e adereços ficaram a cargo de Hernandes de Oliveira e Lourenço Amaral. São cerca de 20 personagens, objetos e cenários de sombras, muitos deles contendo cortes vazados, transparentes ou coloridos, para propiciar melhor desenho de luz e arejamento nas poucas cores dos bonecos/adereços, pois em sua maioria eles foram confeccionados com papel couro e pintados de cor preta. Esse trabalho fundamentou-se em diversas pesquisas da Cia. Articularte, feitas a partir de caricaturas, gravuras, xilogravuras e também de ilustrações sobre literatura de Cordel brasileira. A confecção, articulação, mecanismo e reprodução dos personagens principais em planos mais abertos ou fechados foram efetuados pela pelo bonequeiro Valter Valverde, com assistência de Surley Valério. Foram pesquisados materiais resistentes e flexíveis para a confecção dos bonecos, levando em conta as diversas possibilidades de movimentação das personagens, obedecendo a cada particularidade. Sonoplastia e Cenografia A sonoplastia ficou a cargo de Raul Teixeira, experiente sonoplasta que trabalha junto ao CPT - Centro de Pesquisa Teatral do SESC Consolação e Grupo Macunaíma, coordenados pelo Diretor Antunes Filho. Raul pesquisou ritmos e sonoridades brasileiras, para criar um clima poético e envolvente, trabalhando e propondo sons com tonalidades quentes, épicas e fantasiosas. A cenografia, com desenhoe pintura externa de telão, ficou a cargo da experiente Telumi Helen, do Espaço Cenográfico, coordenado por J.C. Serroni, que propôs visual poético e delicado, sugerindo contos encantatórios. Serviço Espetáculo: O
Valente Filho da Burra |