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Portinari Pé De Mulato
Autor: Dario Uzam
Direção: Dario Uzam
Elenco: Atores/manipuladores Surley Valério, Tony Germano, Alessandra Nascimento e Fabiana Barbosa
Local: Teatro Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho
Gênero: Teatro de bonecos Duração: 50 min.
Período: Até dia 10 de novembro
Horários: Sáb. Dom.: e feriado 15h. Ingr.: R$ 6,00

SINOPSE DO ESPETÁCULO PORTINARI PÉ DE MULATO


Em PORTINARI PÉ DE MULATO, por causa do mau-olhado de uma vizinha invejosa, a boneca Denise e seu Carneirinho ganham vida e caem de um quadro recém-pintado pelo vovô Portinari. O Carneirinho foge pelo mundo, em liberdade, e Denise precisa encontrá-lo antes que suas tintas sequem. Na busca, a menina passa por diversos quadros vivos de Portinari, envolvendo-se em aventuras insólitas e poéticas, embaladas por uma seleção de alegres chorinhos musicais. Para ajudar Denise em sua procura, foi criado um personagem exótico, o Guardião das Tintas, uma espécie de paleta animada, que pinta as suas próprias expressões e emoções diante do público.

"A peça é um conto de encantamento com brincadeiras, poesia, humor e músicas cantadas ao vivo", explica o autor e diretor Dario Uzam. "Com este espetáculo fechamos a trilogia sobre artistas brasileiros do período modernista e moderno, iniciada com Tarsila do Amaral em A Cuca Fofa de Tarsila e Villa-Lobos em O Trenzinho Villa-Lobos. Seguindo a idéia de pesquisar e trabalhar artistas fundamentais da nossa cultura, escolhemos Portinari por sua visão particular e expressiva do homem em diversas situações, retratando sua fé, religiosidade, a vida e o trabalho eterno do povo brasileiro", afirma Dario.

A montagem transcorre a partir da atuação direta dos atores, que também cantam ao vivo músicas populares e chorinhos, com novos arranjos, compostos especialmente para o espetáculo. A manipulação dos bonecos é composta por técnica mista, adaptação da arte do bunraku, técnica de varas, fantoches de luvas e alguns bonecos de fios. "Trabalhamos com quatro atores-manipuladores, ao invés de cinco ou seis, como nos espetáculos anteriores. Com essa redução de elenco, conseguimos mais economia e limpeza de movimentos, resultando em um espetáculo ágil e muito divertido", finaliza o diretor.

Os bonecos e formas animadas (um total de 25) de Surley Valério, que assina também adereços cênicos, foram confeccionados com aspectos próximos às pinturas e obras de Portinari. As esculturas das cabeças foram moldadas pelo artista plástico Altair de Pádua Siqueira. A cenografia, de Dario Uzam e Hernandes Oliveira, mostra uma grande moldura onde acontece a ação do espetáculo. A pintura dos bonecos e o desenho da luz, feitos por Hernandes Oliveira, foram elaborados para focar as diversas cores de Portinari. Francisco Botosso e Mariana Anacleto assinam a direção musical, baseada em composições brasileiras dos anos 40 a 60, com novos acordes e toques de chorinho, que remetem o público a uma época saudosa e lúdica.