
|
O
Trenzinho Villa-Lobos
foi inspirado na vida e nas artes infantis do menino Tuhu,
apelido de Heitor Villa-Lobos, que mais tarde vai tornar-se
um dos mais importantes compositores musicais do Brasil
e do mundo. Texto e direção de Dario Uzam.
Bonequeira: Surley Valério.
O
Trenzinho Villa-Lobos é
uma proposta musical de Teatro de Bonecos manipulados
de corpo inteiro, com técnica direta. São
cinco manipuladores ao todo, com dois ou três manipuladores/atores
animando cada boneco. Trata-se de uma encenação
com história autônoma, em espetáculo
delicado, plástico e divertido, com fundo cultural
e musical. Tem
50 minutos de duração e está direcionado
às crianças a partir de 4 anos de idade.
|
|
|
O
Trenzinho Villa-Lobos
- 03/03/2007
| Marcelo
Coelho, 47, é membro do Conselho
Editorial da "Folha de S.Paulo" e escreve semanalmente na
"Ilustrada" desde 1990. |
"Está
em cartaz...um bonito espetáculo de bonecos: é o
"Trenzinho Villa-Lobos", da Companhia Articularte. A idéia
é mostrar a infância do compositor brasileiro, e
uma coisa simpática da peça é evitar a mística
da "genialidade", tão comum em biografias de todo tipo.
O menino Tuhu (este o apelido do compositor, que se amedrontava
com trens e era fascinado por eles) não prefigura o futuro
gênio musical; é uma criança como qualquer
outra de seu tempo, empinando papagaio e fazendo travessuras.
Não está determinado desde o início da peça
que ele tenha um talento fora do comum. As músicas de Villa-Lobos
aparecem, entretanto, sem parar, com grande efeito emocional.
Foram muito bem escolhidas e arranjadas: o famoso "trenzinho do
caipira" é cantado pelos próprios manipuladores
dos bonecos, num coral lindo e simples. Nesse espetáculo,
os manipuladores são sempre visíveis pelo público,
e os bonecos, não muito grandes, são em sua maioria
bonitos, sem entrar numa estética "expressionista", de
cores e formas exageradas. Os pássaros com quem o menino
Tuhu brinca no quintal são realistas, assim como a figura
de sua mãe; já o pai, tipo assustador e severo,
é representado de forma um pouco mais fantástica,
quase monstruosa. É o único foco de maior tensão
na narrativa, que se estende através de números
quase coreográficos, e se perde em alguns episódios,
como o de uma certa tia de Villa-Lobos que aparece apenas para
apresentá-lo a J. S. Bach, numa referência que fica
perdida para os pequenos espectadores. Estes não demonstram
grande entusiasmo ou excitação ao longo do espetáculo,
mas não é mesmo esse o espírito de "Trenzinho
Villa-Lobos". Trata-se de criar um clima de encantamento, não
de berreiro em bufê infantil. Eu, pelo menos, gostei bastante".
Escrito por Marcelo Coelho em 03/03 2007, às 16h43
- Blog da Folha
http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/
|
29/09/06
Villa-Lobos Maestro é tema de evento com brinquedos e oficinas
"Antecipando as comemorações do mês
das crianças, o Sesc Pompéia inaugura hoje (dia
29) a exposição infanto-juvenil Villa-Lobos -
As Fantásticas Viagens Imaginárias do Índio
de Casaca pelo Brasil Adentro, que fica em cartaz até
o dia 15/10/06. O universo musical e imaginário de Heitor
Villa-Lobos (1887-1959) é o tema do evento que ocupa
um galpão de 600 m 2.
Ali, o trenzinho de Lobos vira um trem cenográfico, com
sete vagões, um diário de bordo que conta a vida
do maestro e fones para ouvir suas músicas. Na "Amazônia",
os pequenos podem brincar com instrumentos como os tambores-da-terra
(feitos de bambu) e a flauta espírito da floresta (acionada
com o pé). Há também um dirigível-escorregador,
que faz cair em uma nuvem inflável. A exposição
terá ainda rodas de histórias, oficinas de musicalização,
apresentações musicais e o espetáculo de
bonecos "O Trenzinho Villa-Lobos", da Cia. Articularte".
|
Sinopse
do Espetáculo
O
espetáculo conta as aventuras marotas do menino Heitor, desde suas
primeiras artes e peripécias, até ele entrar em contato com os sons
e a riqueza da música. Heitor ganha o apelido de Tuhu por gostar
de imitar os sons engraçados e esquisitos da vida, principalmente
de locomotivas. Ainda menino, a família de Tuhu muda-se para Minas
Gerais.
A
viagem é acompanhada pela peça musical O Trenzinho Caipira,
que revela a grandeza da nossa terra ao menino, deixando-o impressionado
com tanta beleza. Solto pelas matas da nova terra, Tuhu faz uma de
suas grandes artes (malcriações) e acaba ficando de castigo. É quando
ele tem a visão de uma Maria Fumaça gigantesca e feroz (como se fosse
um dragão), que faz desaparecer o seu melhor amigo: um cachorrinho
que se transforma em bola: o Bolinha. Tuhu recebe a ajuda de
uma pequena personagem alada, chamada Solasi, e parte em uma
aventura à procura de Bolinha. Nesse momento, o pequeno herói acaba
caindo em uma outra terra, habitada por estranhos seres musicais.
O
menino entra em contato com um mundo rico e totalmente desconhecido.
Fica fascinado com esse novo contato musical e, depois de muita peripécia,
termina por reencontrar seu amigo Bolinha. Tuhu fica marcado para
sempre com essa nova experiência, que para sempre vai fazer
parte de suas entranhas e desejos, para indicar as emoções
e sentimentos do futuro gênio musical brasileiro e universal.
Ficha Técnica:
Texto
e Direção: Dario Uzam
Bonequeira: Surley Valério
Direção Musical: Chico Botosso e Mariana Anacleto
Iluminação: Hernandes Oliveira
Cenografia: Cia. Articularte
Elenco: Renato Bego, Surley Valério, Paulo Mendonça,
Cida Lima, Andrea Cruz (Rossana Arouck).
Indicação:
a partir de 04 anos de idade.
Estreou
no Centro Cultural São Paulo - em junho de 2001.
Fotos:
Tuhu_viola.jpeg
Mae_Tuhu.jpeg
Tuhuviola.jpeg
Tia_Zizinha.jpeg
Chicomineiro.jpeg
|