Em 2007, o Brasil comemora 120 anos do nascimento de
Heitor Villa-Lobos.
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O
Trenzinho Villa-Lobos
foi inspirado na vida e nas artes infantis do menino
Tuhu, apelido de Heitor Villa-Lobos, que mais tarde
vai tornar-se um dos mais importantes compositores
musicais do Brasil e do mundo. Texto e direção de
Dario Uzam. Bonequeira: Surley Valério.
O
Trenzinho Villa-Lobos é
uma proposta musical de Teatro de Bonecos manipulados
de corpo inteiro, com técnica direta. São cinco
manipuladores ao todo, com dois ou três manipuladores/atores
animando cada boneco. Trata-se de uma encenação com
história autônoma, em espetáculo delicado, plástico
e divertido, com fundo cultural e musical. Tem
50 minutos de duração e está direcionado às crianças
de 03 a 14 anos, ou de todas as idades
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O
Trenzinho Villa-Lobos
- 03/03/2007
| Marcelo
Coelho, 47, é membro do Conselho
Editorial da "Folha de S.Paulo" e escreve semanalmente
na "Ilustrada" desde 1990. |
Está em
cartaz no teatro Ruth Escobar um bonito espetáculo de bonecos:
é o "Trenzinho Villa-Lobos", da Companhia Articularte. A idéia
é mostrar a infância do compositor brasileiro, e uma coisa
simpática da peça é evitar a mística da "genialidade", tão
comum em biografias de todo tipo. O menino Tuhu (este o apelido
do compositor, que se amedrontava com trens e era fascinado
por eles) não prefigura o futuro gênio musical; é uma criança
como qualquer outra de seu tempo, empinando papagaio e fazendo
travessuras. Não está determinado desde o início da peça que
ele tenha um talento fora do comum. As músicas de Villa-Lobos
aparecem, entretanto, sem parar, com grande efeito emocional.
Foram muito bem escolhidas e arranjadas: o famoso "trenzinho
do caipira" é cantado pelos próprios manipuladores dos bonecos,
num coral lindo e simples. Nesse espetáculo, os manipuladores
são sempre visíveis pelo público, e os bonecos, não muito
grandes, são em sua maioria bonitos, sem entrar numa estética
"expressionista", de cores e formas exageradas. Os pássaros
com quem o menino Tuhu brinca no quintal são realistas, assim
como a figura de sua mãe; já o pai, tipo assustador e severo,
é representado de forma um pouco mais fantástica, quase monstruosa.
É o único foco de maior tensão na narrativa, que se estende
através de números quase coreográficos, e se perde em alguns
episódios, como o de uma certa tia de Villa-Lobos que aparece
apenas para apresentá-lo a J. S. Bach, numa referência que
fica perdida para os pequenos espectadores. Estes não demonstram
grande entusiasmo ou excitação ao longo do espetáculo, mas
não é mesmo esse o espírito de "Trenzinho Villa-Lobos". Trata-se
de criar um clima de encantamento, não de berreiro em bufê
infantil. Eu, pelo menos, gostei bastante.
Escrito por Marcelo Coelho em 03/03 2007, às 16h43
- Blog da Folha
http://marcelocoelho.folha.blog.uol.com.br/
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29/09/06
Villa-Lobos Maestro é tema de evento com brinquedos e oficinas
Antecipando as comemorações do mês das crianças, o Sesc Pompéia
inaugura hoje (dia 29) a exposição infanto-juvenil Villa-Lobos
- As Fantásticas Viagens Imaginárias do Índio de Casaca pelo
Brasil Adentro, que fica em cartaz até o dia 15/10/06. O universo
musical e imaginário de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é o tema
do evento que ocupa um galpão de 600 m 2.
Ali, o trenzinho de Lobos vira um trem cenográfico, com sete
vagões, um diário de bordo que conta a vida do maestro e
fones para ouvir suas músicas. Na "Amazônia", os pequenos
podem brincar com instrumentos como os tambores-da-terra (feitos de
bambu) e a flauta espírito da floresta (acionada com o
pé). Há também um dirigível-escorregador,
que faz cair em uma nuvem inflável. A exposição
terá ainda rodas de histórias, oficinas de
musicalização, apresentações musicais e o
espetáculo de bonecos "O Trenzinho
Villa-Lobos", da Cia. Articularte.
Sesc Pompéia - galpão
(r. Clélia, 93, Água Branca, região oeste, tel. 3871-7700).
200 lugares. Ficou em cartaz de Ter. a sex.: 9h30 às 17h30.
Sáb. e dom.: 10h às 18h. Até 15/10.
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Sinopse
do Espetáculo
O
espetáculo conta as aventuras marotas do menino Heitor, desde suas
primeiras artes e peripécias, até ele entrar em contato com os sons
e a riqueza da música. Heitor ganha o apelido de Tuhu por gostar
de imitar os sons engraçados e esquisitos da vida, principalmente
de locomotivas. Ainda menino, a família de Tuhu muda-se para Minas
Gerais.
A
viagem é acompanhada pela peça musical O Trenzinho Caipira,
que revela a grandeza da nossa terra ao menino, deixando-o impressionado
com tanta beleza. Solto pelas matas da nova terra, Tuhu faz uma de
suas grandes artes (malcriações) e acaba ficando de castigo. É quando
ele tem a visão de uma Maria Fumaça gigantesca e feroz (como se fosse
um dragão), que faz desaparecer o seu melhor amigo: um cachorrinho
que se transforma em bola: o Bolinha. Tuhu recebe a ajuda de
uma pequena personagem alada, chamada Solasi, e parte em uma
aventura à procura de Bolinha. Nesse momento, o pequeno herói acaba
caindo em uma outra terra, habitada por estranhos seres musicais.
O
menino entra em contato com um mundo rico e totalmente desconhecido.
Fica fascinado com esse novo contato musical e, depois de muita peripécia,
termina por reencontrar seu amigo Bolinha. Tuhu fica marcado para
sempre com essa nova experiência, que para sempre vai fazer parte
de suas entranhas e desejos, para indicar as emoções e sentimentos
do futuro gênio musical brasileiro e universal.
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